Alive & Kicking

Pediste-me um dia enquanto faziamos amor, já depois de nos termos separado, que fizesse tudo para tu não quereres estar com outro homem. Que fizesse tudo para te sentires amada por mim. E eu prometi-te que sim.

E eu amo-te tanto e quero-te tanto e tento mostrá-lo todos os dias. Se calhar até demais. Quero cumprir o que te prometi, mesmo lutando contra ti.

Apesar de estar a fazer um ano que nos divorciámos oficialmente,  e após aquele período inicial de descompressão, quando saí de casa, desde o dia em que olhei para a praia de noite na Costa e com o vento a bater na cara, a lua a reflectir-se no mar e o que senti foi a tua falta e lembrei-me de um dia em Monte Gordo em que fomos à praia à noite e ficamos abraçados no meio da praia à noite e senti uma saudade imensa. E desde esse dia na minha cabeça ficou claro que aquela liberdade não me dizia nada e que precisava de partilhar as coisas contigo para terem piada.

E agora morro de ciúmes e isso tem sido o pior, porque nunca os senti e é um sentimento que me faz sentir especialmente mal, porque é uma sensação de perda e de vazio que se torna dificil de compensar.

Porque estar sem ti, e dar-te um tempo é sustentável. Preencho esse sentimento de falta com a esperança que essa provação seja compensada pelo teu retorno futuro.


ps : volto a repetir que se aqui vieres não vejas estes textos como pressão. É precisamente para não te estar sempre a mandar estes textos que os escrevo aqui. Se vieres, por favor, entende-os como um preenchimento da falta que me fazes. E enquanto os escrevo ao menos tenho-te presente na minha cabeça.

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