A cada despedida se torna mais difícil de me vir embora.
E preciso dos teus abraços antes de vir, porque preciso de te sentir, do teu calor antes de te deixar e vir na minha solidão a pensar em ti.
Pagaria o mundo para saber o que passa na tua cabeça, o que pensas quando te abraço.
Será já apenas um abraço a alguém que não queres ver magoado ? Será que sentes alguma coisa de especial ? Será já dificil para ti ter alguma intimidade comigo, ainda que seja apenas um abraço ? Será que ainda sentes que pode ser possível ? O que se passa na tua cabeça, Mor ?
Venho para casa em piloto automático, porque não me sais da cabeça. Porque venho o tempo todo a pensar o que resultará de tudo isto. A pensar no que terás ficado a pensar. A imaginar que se calhar está mesmo apaixonada por outra pessoa, mas ainda não chegou a altura de me dizeres. A imaginar que apenas estás à espera que saia para poderes seguir com a tua vida.
E não haver um prazo ... mas também não te querer pressionar por respostas e porque não passou quase tempo nenhum faz-me sentir a dar o primeiro passo de uma volta ao mundo, para a qual não tenho mapa.
Até aqui sabia que estava numa luta que podia ser longa, mas como me tinhas dito em Fevereiro que não pensavas durante muito tempo ter outro homem em casa, achei que com calma, paciência e perserverança conseguiria que voltasses a querer ficar comigo. Agora, e afinal já não é assim.
E ainda custa mais, porque ainda para mais agora vivo na dúvida constante se mesmo quando estás comigo, estás a pensar em outra vida. E isso deixa-me constrangido, sem jeito, porque a cada momento queria puxar o tema, perguntar-te todos os dias se ainda me podes amar. Mas não o quero fazer, porque te prometi tempo e paz. Mas depois não me sai nada e ficamos por vezes num silêncio que é tão desconfortável. E eu só tenho vontade de te perguntar a cada momento por nós ... sinto-me como se tivesse levado uma carga de porrada, constantemente...
O que sei é que ontem gostei tanto de aconchegar, de te estar a fazer festinhas para te adormecer. Adorava saber que o que sentiste.
Queria tanto saber se eu te consigo fazer sentir AMADA, como tu mereces e pretendes. E ninguém te pode amar mais que eu. Ninguém. Porque ninguém tem tanto para te compensar, ninguém te conhece como eu e ninguém terá jamais a ligação profunda que nós temos.
Ai, Mor, como me dói...
o que tenho de fazer para voltares para mim ?
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